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Kubernetes Gerenciado Multi-Região

Um cluster Kubernetes não precisa ficar limitado a um datacenter ou a um provedor de nuvem. A InteSys opera clusters gerenciados nos quais os worker nodes podem estar em uma única região, distribuídos entre nossos dois datacenters brasileiros ou espalhados entre provedores diferentes — sempre como um único ambiente Kubernetes.

Um ambiente Kubernetes com workers em br-sp-1, br-sp-2 e nuvem pública, sob um control plane operado pela InteSys

Para a aplicação, os nós fazem parte do mesmo cluster. Para a infraestrutura, cada grupo de nós pertence a uma região, datacenter ou provedor diferente.


Onde os worker nodes podem ficar

Local Detalhe
br-sp-1 Cirion SAO1 — Cotia/SP, Brasil
br-sp-2 Equinix SP3 — Tamboré/SP, Brasil
Nuvem pública AWS, Google Cloud, Microsoft Azure, DigitalOcean, OVHcloud, Hetzner
Infraestrutura do cliente Datacenter próprio ou colocation
Outros ambientes compatíveis Avaliados caso a caso

Não há exigência de usar exclusivamente infraestrutura InteSys. A combinação é definida pelos requisitos da aplicação.


O control plane não entra na sua conta

Em ambientes Kubernetes tradicionais, o cliente precisa provisionar servidores dedicados apenas ao control plane — em alta disponibilidade, normalmente três máquinas que não executam nenhuma carga da aplicação.

Comparação entre o modelo tradicional, com control plane faturado, e o modelo gerenciado InteSys

O control plane não desaparece da arquitetura: ele é abstraído, operado e fornecido pela InteSys como parte da plataforma.

O cliente paga pelos recursos computacionais dos worker nodes. CPU, memória, armazenamento e tráfego variam conforme a região e o provedor escolhidos — o que também permite usar cada provedor onde ele oferece a melhor vantagem técnica ou comercial.


Modelos de implantação

Modelo Arranjo Indicado para
Região única Workers em uma região Aplicações regionais, prioridade em simplicidade e custo
Multi-DC no Brasil br-sp-1 + br-sp-2 Alta disponibilidade com todos os dados no país
Híbrido InteSys + nuvem pública Capacidade adicional, DR ou alcance internacional
Multi-cloud Dois ou mais provedores Redução de dependência de um único fornecedor

→ Detalhamento dos quatro modelos


O que a InteSys opera

  • Ciclo de vida da plataforma — versões estáveis e suportadas, planejamento de upgrade, atualização progressiva dos workers e substituição controlada de nós.
  • Rede com Cilium — políticas L3/L4 baseadas em identidade, segmentação por namespace, observabilidade de rede e criptografia entre nós quando prevista na arquitetura.
  • Segurança em camadas — hardening de sistema operacional alinhado a CIS Benchmarks, RBAC de menor privilégio, Pod Security Standards e restrição a contêineres privilegiados.
  • Topologia como política — nós rotulados por região e zona, permitindo distribuição automática, anti-affinity, topology spread constraints e PodDisruptionBudgets.
  • Sistemas operacionais adequados ao projeto — distribuições mínimas, Cloud Native ou imutáveis, escolhidas por compatibilidade, superfície de ataque e requisitos de conformidade.

O cliente continua dono das suas cargas: namespaces, deployments, services e aplicações. A InteSys opera a plataforma Kubernetes necessária para executá-las.

Gerenciado, não apenas hospedado

O objetivo não é entregar servidores com Kubernetes instalado. A plataforma em si é operada como serviço — incluindo upgrades, rede, políticas de segurança e monitoramento de saúde do cluster.


Escolhendo a arquitetura

Não existe uma arquitetura multi-região adequada a toda aplicação. Uma aplicação sem estado distribuída globalmente tem requisitos muito diferentes de um banco transacional que precisa manter todos os dados no Brasil.

Requisito Arquitetura típica
Menor custo e simplicidade Região única
Alta disponibilidade no Brasil br-sp-1 + br-sp-2
Recuperação de desastres em outro provedor InteSys + nuvem pública
Menor dependência de fornecedor Multi-cloud
Usuários em continentes diferentes Kubernetes global
Infraestrutura já existente no cliente InteSys + on-premises
Dados restritos ao Brasil Workers e armazenamento em regiões brasileiras

A evolução é gradual: começar em br-sp-1, adicionar br-sp-2 para alta disponibilidade e, quando houver requisito real, incorporar nuvem pública ou infraestrutura própria. Não é necessário começar global para poder chegar lá.


Próximos Passos