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Certificados SSL

Um certificado SSL/TLS é o que transforma http:// em https:// — a diferença entre um navegador exibindo um cadeado e um alertando o visitante de que a conexão "não é segura". Hoje isso deixou de ser opcional: navegadores, mecanismos de busca e frameworks de conformidade tratam a ausência de HTTPS como falha, não como detalhe técnico.

O que é um certificado SSL/TLS

Tecnicamente, "SSL" é o nome antigo do protocolo — o que está em uso hoje é o TLS (Transport Layer Security), mas o mercado continua chamando o certificado de "certificado SSL" por hábito. Ambos os termos descrevem a mesma coisa: um arquivo assinado por uma Autoridade Certificadora (CA) que prova que um domínio controla a chave privada correspondente, permitindo:

  • Criptografia — o tráfego entre navegador e servidor não pode ser lido por terceiros na rede;
  • Autenticação — o visitante tem garantia de estar falando com o domínio correto, não com um impostor;
  • Integridade — dados não podem ser alterados em trânsito sem que a alteração seja detectada.

Sem certificado válido, navegadores modernos exibem avisos explícitos de "não seguro" — o que derruba conversão em qualquer site comercial — e mecanismos de busca penalizam o ranqueamento de páginas sem HTTPS.

Os cinco tipos de certificado

Nem todo certificado verifica a mesma coisa. Eles se dividem por o que é validado e por quantos domínios cobrem:

Tipo O que verifica Cobertura
Domain Validation (DV) Apenas o controle do domínio Um domínio (+ www)
Organization Validation (OV) Domínio + existência legal da empresa Um domínio (+ www)
Extended Validation (EV) Domínio + empresa + verificação estendida Um domínio (+ www)
Wildcard Igual ao nível de validação escolhido Domínio principal + todos os subdomínios
Multi-Domínio (SAN/UCC) Igual ao nível de validação escolhido Vários domínios distintos, listados explicitamente

DV, OV e EV são níveis de validação — respondem "o quanto o certificado confirma sobre quem está por trás do domínio". Wildcard e Multi-Domínio são formatos de cobertura — respondem "quantos hosts um único certificado protege". Um certificado Wildcard, por exemplo, normalmente usa validação DV ou OV por baixo.

Se você já sabe o que precisa, veja o guia de escolha completo com a comparação detalhada e uma recomendação direta para quem não tem certeza por onde começar.

Validade real: por que "5 anos" não é um único certificado

O CA/Browser Forum — o fórum que define as regras seguidas por todas as Autoridades Certificadoras confiáveis pelos navegadores — vem reduzindo por etapas a validade máxima de qualquer certificado TLS:

Vigente desde Validade máxima
Setembro de 2020 398 dias
15 de março de 2026 (atual) 200 dias
15 de março de 2027 100 dias
15 de março de 2029 47 dias

Isso vem da Ballot SC-081v3, aprovada em abril de 2025 com apoio da Apple, Google, Microsoft e Mozilla — hoje, nenhuma CA emite um certificado único válido por 1 ano, 2 anos ou 5 anos: o teto atual é de 200 dias corridos, e vai continuar encolhendo a cada nova etapa do cronograma.

O que os planos "de 2 anos" ou "de 5 anos" vendem é uma assinatura com reemissão automática dentro do prazo contratado: você paga o período todo de uma vez, e o certificado é reemitido a cada ciclo de validade (hoje, no máximo a cada 200 dias — cerca de duas vezes ao ano, não uma) sem ação manual da sua parte e sem cobrança adicional. O benefício é comercial — o preço por ano cai quanto maior o prazo contratado — não técnico. Nunca assuma que um certificado "de 5 anos" continua válido sem reemissão: se a reemissão automática falhar por qualquer motivo, o certificado antigo expira dentro do teto vigente na data de emissão, hoje 200 dias.

A validação de domínio também está encolhendo

Junto com a validade do certificado, o CA/Browser Forum também reduziu o prazo de reaproveitamento dos dados de validação de domínio (DCV): de 398 dias para apenas 10 dias para validação de domínio (a validação de empresa em OV/EV permanece em 398 dias por enquanto). Na prática, isso significa que a maioria das reemissões já não pode reaproveitar uma validação de domínio antiga — o DCV tende a se repetir a cada ciclo. É por isso que a automação do método DNS se torna cada vez mais importante à medida que os prazos encolhem.

Assinatura de Código e S/MIME

Além dos certificados que protegem um site, a InteSys também emite dois tipos que resolvem problemas diferentes:

  • Assinatura de Código (Code Signing e Code Signing EV) — assina executáveis, drivers e scripts para que sistemas operacionais não os marquem como não confiáveis;
  • S/MIME Pessoal — assina e criptografa e-mails ponta a ponta, comprovando a identidade do remetente.

Nenhum dos dois protege um site — se você está procurando isso, comece pela tabela acima. Detalhes de cada um estão no guia de Assinatura de Código e S/MIME.

Como contratar com a InteSys

A contratação hoje é feita por orçamento: você escolhe o certificado no catálogo, envia o pedido pelo formulário de contato, e nosso time conduz a emissão — incluindo a etapa de validação de domínio (DCV) — até a entrega pronta para instalação.

Sem certeza qual certificado escolher?

Os certificados mais contratados na InteSys são o Positive SSL (um site) e o Positive SSL Wildcard (site + subdomínios) — ponto de partida seguro para a maioria dos casos. Veja o guia completo de escolha para comparar todas as opções.

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